..Bem vindo ao mundo invertido, surreal, abstrato e desconexo que surge a partir desta realidade imaterial.. cada vez mais invertido, surreal, dadaista,expressionista, abstrato, desconexo e subversivo, com muito orgulho disto..

02 maio, 2010

prostituição china part 2





Então, continuando o post sobre a prostituição na china, por ser muito extenso eu dividi em duas partes agora para vocês vai a segunda parte do artigo.
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A prostituição é uma questão muito embaraçosa para o Partido Comunista, que anteriormente construiu sua reputação sobre a eliminação dos males sociais. Por isso, o governo central ignora em grande parte a prostituição, muito embora algumas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids e a gonorréia, estejam se espalhando pela população operária e ameaçando a saúde do país.
Mas está sendo muito difícil manter esta cegueira voluntária. Um jornal de circulação nacional informou recentemente que 8% das estudantes universitárias de Wuhan - o que significa pelo menos várias centenas - vendem seus corpos oferecendo favores sexuais em troca de dinheiro. Pequim obrigou o jornal, chamado Diário de Referência da Juventude, a publicar uma retratação e a demitir o repórter responsável pela matéria, Chen Jieren. Apesar disso, após a publicação do artigo, as autoridades de Wuhan iniciaram também uma repressão contra os proprietários de estabelecimentos situados ao longo da infame "Rua dos Bares", perto da Universidade de Wuhan, advertindo-os a não abrigar funcionárias sexuais.



Mas o atrativo desse negócio, tanto no lado da oferta quanto da demanda, ainda está frustrando as melhores intenções das autoridades.
Homens ricos em viagens de negócios continuam visitando a rua para se encontrar com moças universitárias - algumas que já são profissionais e outras às quais eles podem persuadir a entrar no ramo. "É uma tremenda tentação quando a gente vê esses homens ricos, porque eu sou uma estudante pobre", diz Wang Fang, uma universitária de Wuhan que aceitou um emprego na temporada de verão servindo bebidas no bar Big Mouth (Boca Grande) perto do campus. Wang diz que os homens lhe imploram para ir com eles em troca de dinheiro, mas ela resiste. Ela entende porém por que outras jovens sucumbem à tentação. "A vida de minhas colegas de classe é muito dura. Algumas ganham apenas 300 yuan por mês", ou seja, menos de 40 dólares.



Sem dúvida, nem sempre são mulheres desesperadamente pobres que se tornam prostitutas. Por exemplo, Qi, uma garota de 24 anos, nascida em Wuhan, que abandonou os estudos na Faculdade de Administração Econômica da Universidade de Hubei depois de cursar três anos, em parte porque via moças de sua idade ganhando milhares de dólares como acompanhantes ou garotas de programa. "A vida é curta e nós precisamos gozá-la", diz Qi, olhando o relógio de tempos em tempos.
"Não são apenas as moças de famílias pobres que estão fazendo este negócio. Moças de famílias ricas estão fazendo a mesma coisa. Ninguém detesta o dinheiro e ninguém tem receio de ganhar demais." Qi, que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome, trabalha durante o dia numa drogaria vendendo maquiagem da Maybelline. Mas, algumas noites por semana, ela se instala em um sofá no luxuoso saguão de um hotel local cinco estrelas em Wuhan, onde facilmente encontra empresários em viagem procurando companhia.
Muitos especialistas chineses argumentam que o país deveria legalizar a prostituição. "Uma mulher tem o direito de fazer o que quiser com seu corpo, para ganhar dinheiro com seu corpo", disse Li, pesquisadora de sexo.
Além do aspecto da liberdade pessoal, a regulamentação do comércio sexual poderia ser essencial para conter a disseminação da Aids, que afeta pelo menos um milhão de pessoas, de acordo com estimativas de Pequim - alguns ativistas afirmam que o número é muito maior - e é talvez a maior crise que a China enfrenta.


(As prostitutas entrevistadas para este artigo - todas elas moças educadas em faculdades - disseram que nem sempre usam preservativos e pensam que simplesmente lavando-se após o sexo podem evitar a doença)
"O governo está numa encruzilhada. Se legalizar a prostituição, arruinará sua reputação socialista. Mas se não o fizer, a Aids e outras doenças sexualmente transmitidas desestabilizarão a sociedade", disse Liu Dalin, professor da Universidade de Xangai. É uma escolha difícil. Exatamente como é difícil a escolha enfrentada por muitíssimas mulheres jovens da China.


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Enfim é um triste ângulo de visão sobre um dos maiores países em desenvolvimento econômico, mas uma pergunta me vem na cabeça quando vejo essa cena, será que isto tem relação com a questão do sexismo que acontece decorrente da política de um único filho?
Falando assim parece algo sem lógica, mas se pararmos para pensar nas conseqüências de marginalizar uma menina e ela ir pra cidade tentar ter uma vida melhor e acabar percebendo que ela não tem o necessário para crescer entre todos os outros, bem vou tirar um post para tentar esclarecer essa duvida que me surgiu, mas então é o fim deste post apesar de ser um tema bem extenso vou fazer apenas mais alguns comentários posteriores, não pretendo levar muito a frente.

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