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06 maio, 2010




Vagando como sempre por sites de noticias da internet encontrei algo interessante, alunos da rede argentina de ensino protestam usando o ato de “cabular aulas” como modo de chamar atenção.


O artigo trata do assunto criando uma duvida sobre a atitude dos estudantes, seria mesmo eficaz faltar aulas quando você luta por uma melhora na dinâmica de ensino?
Espero que achem tão interessante quanto eu achei ao ler Este artigo que posto logo abaixo.
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Convocação para cabular aula estende-se por toda a Argentina



Uma convocação para cabular aula feita por estudantes do ensino médio da Argentina através do Facebook, originada na província de Mendoza, estendeu-se para outros distritos e pode atingir o país inteiro, o que vem sendo motivo e preocupação entre as autoridades.

Alunos de sete distritos combinaram na semana passada via rede social Facebook que não compareceriam às aulas, o que na Argentina é conhecido como "rateada", um movimento originado em Mendoza (oeste do país), onde 11.000 jovens aderiram ao chamado na quarta-feira passada.
O convite coletivo poderá causar uma "rateada nacional" em 28 de maio, para a qual agora se pede que os participantes levem alimentos não perecíveis para serem doados durante manifestações em praça pública convocadas para a data.
A convocação das "rateadas" ocorre algumas semanas depois de o governo de Cristina Kirchner ter lançado um programa para doar netbooks a 3 milhões de estudantes secundários da educação pública, que somam 3,5 milhões segundo dados oficiais.
O ministro da Educação argentino, Alberto Sileoni, afirmou na quinta-feira que é necessário considerar essas convocações "com atenção, mas sem drama", mas enfatizou que a escola "é um espaço de formação, com regras, obrigações e limites".
Sileoni admitiu que a atitude dos estudantes pode estar vinculada com o fato de o colégio "não conseguir contê-los, entediando-os" e afirmou que diante dessa situação foram criados "canais de participação, como os conselhos de convivência".
Sobre essa questão, o ministro afirmou a emissoras de rádio que "se pode ver o problema, mas a solução não é faltar às aulas".
O Conselho Federal de Educação, integrado pelos secretários provinciais do setor, vai reunir-se na próxima terça-feira para tentar unificar uma posição frente ao movimento que ganha adeptos entre estudantes de 13 a 17 anos.
As convocações para faltar às aulas são "um fato da realidade que não pode ser ignorado e é necessário que seja tratado nas escolas a partir de perspectivas diferentes", disse à AFP Guillermo Golzman, diretor nacional de Ensino Médio.
Entre elas, Golzman citou "instâncias coletivas de participação com objetivos educativos, a perspectiva de projetos entre instituições e o desenvolvimento de atividades de formação extracurriculares".
A polêmica incluiu a poderosa entidade estudantil Ctera, cuja titular, Stella Maldonado, disse que ante o convite generalizado de não comparecer às aulas, as escolas devem "afastar-se dos extremos, ou seja, da repressão ou da complacência".
"Autoridades, professores e pais devem se questionar sobre o que fazer para que a escola seja mais atraente e convidativa", disse Maldonado.
Os pais também publicaram no Facebook manifestações a favor e contra o chamado dos estudantes.
Patrícia, mãe de três adolescentes, demonstrou numa das mensagens, apoio a "rateada nacional" porque "isso é começar a pensar e a fazer as coisas que valem a pena; felicito-os e divulgo a mensagem de apoio a meus três filhos para 'a grande rateada nacional'".
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Na minha humilde opinião, creio que a intenção não seja de todo ruim, porem o modo que abordaram o tema foi um tanto voltada para a brincadeira, quem não gosta de ter um descanso das aulas? É claro que não podemos generalizar, até pelo fato de estarem usando o ato de faltar como campanha assim sugerindo implicitamente que de nada adiantaria ir se não iriam aprender nada, como foi dito no artigo o assunto não pode ser analisado por pontos de vista extremistas, é preciso ter em consideração todas as implicações que um ato deste tamanho proporciona, mas enfim apóio completamente o fato deles terem assumido posto a boca no mundo e feito as pessoas darem mais atenção a dinâmica educacional, que vamos entrar em acordo aqui é algo muito importante para o ensino de qualquer informação.
Então força para os jovens argentinos em sua luta por um ensino melhor.

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