..Bem vindo ao mundo invertido, surreal, abstrato e desconexo que surge a partir desta realidade imaterial.. cada vez mais invertido, surreal, dadaista,expressionista, abstrato, desconexo e subversivo, com muito orgulho disto..

28 julho, 2010

Cronicas de LuneReal : A menina e o homen de terno ( part 5)

Imagen Tim Burton


Continuando....

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Um breve movimento como o de um raio, uma explosão, um pulsar, o bater de um coração, se elevou das profundezas da menina e chegou até a superfície alva da pele jovial e se dissipou no ar, desapareceu no nada que envolvia a garota.

Sophia no mesmo momento em que a bela mulher falou sentiu algo mudar, aquela sensação não vinha do dito fluxo que ela tinha com a misteriosa dama a sua frente, também aquele estranho mover não era proveniente de seu interior, embora todos os acontecimentos recentes tenham provocado uma tempestade sensorial e cognitiva na menina não era de La que vinha essa nova sensação de estranheza, a interlocutora de cabelos loiros e pontas negras abriu mais uma vez os lábios e falou em tom manso, não se preocupe minha menina, a mudança é tão normal quanto o existir, um depende do outro intrinsecamente,  as palavras suaves penetraram em Sophie tão brandamente que apaziguou seu interior e reconciliou a mente e o corpo da menina de negros cabelos, logo ela estava de volta vestida pela razão, abandonou o estado letárgico, o esplendor que a mulher emanava ainda estava lá, porem todas as palavras ditas e conclusões tiradas através da ligação etérea entre elas haviam tido um efeito mais tranqüilizador nestes breves momentos entre uma frase e outra.



Novamente, como uma onda frigida de algo que pulsa lentamente a menina sentiu a dita coisa que estava acontecendo ao seu derredor, em um movimento lento e temeroso ela tentou enxergar ao longo do horizonte negro e sem contrastes, um sentimento já conhecido dela lhe tocou por dentro o medo, a apreensão em encontrar novamente com o desconhecido, mas foi um simples momento e sumiu quando ela não avistou nenhuma mudança na paisagem, sua insegurança é tão adorável quanto seu olhar de fascínio, agora que a primeira impressão não é mais tão marcante, o fluxo como você chama vai ser mais suave e não tão incomodo como antes, disse tão suavemente que era como uma brisa quente sobre o corpo de Sophia, por um segundo Sophia relutou em aceitar tais palavras, era algo ainda que soava fora da realidade alguém conseguir entender ela tão bem quanto esta mulher, mas neste momento em sua mente como um eco ela relembrou suas próprias palavras, ela sou eu, por alguns segundos aquelas sensações peculiares haviam feito tal conclusão desaparecer de sua mente, sem pensar e nem temer ela forçou seu corpo a falar, eu sei que você pode me ler como uma palavra escrita, então, responda minha questão, como pode você e eu sermos a mesma pessoa, embora estejamos nos conhecendo agora?

Após as palavras da menina o silêncio voltou a reinar supremo, o olhar fixo de Sophia sobre os olhos negros da mulher faziam algo de diferente ao aparente vácuo que as envolvia, a escuridão inebriante fazia as duas contrastarem como fantasmas em suas peles alvas envoltas em roupas de tonalidade escura, Sophia embora tenha observado fascinada os olhos da mulher apenas agora tomara consciência da estranheza do simples fato dela não piscar, talvez por isto eles pareciam tão negros e profundos, imersas em silencio e expectativa quando as palavras foram proferidas em resposta á pergunta de Sophia todo o nada pareceu paralisar para escutar, simples minhas querida, eu não sou você por completo, sou uma parte sua e você é uma parte minha, compartilhamos a mesma essência primordial, por isto temos tamanha ligação, estranhamente as respostas que eram jogadas ao conhecimento da menina não causavam mais duvidas.

 tudo estava ficando mais claramente complexo e ao mesmo tempo de mais fácil compreensão, naquele momento ela percebeu algo que  se perguntava a vida toda, ela não estava sozinha, de algum modo ela sempre sentiu falta de algo que nunca havia sentido e agora ela sabia o que era, enfim ela não era a dita estranha que todos viam, era parte de algo muito maior, apesar de seus dogmas relutarem dentro de sua compreensão da realidade que se dissolvia mostrando sua fragilidade real, Sophia chorou, uma única lagrima, cristalina e singular, desceu seu rosto e logo desvaneceu em contato com o nada, um sorriso surgiu nos lábios singelos da doce menina que pela primeira vez não sentia  a falta de algo para que pudesse se sentir completa.


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Continua....

17 comentários:

Juηiøя disse...

Tenso coitada de sophie

ei esta história ta massa


visite: http://adolescente-antenado.blogspot.com/

SoterO disse...

Boneco Zombie. Um dos blogs que gosto de frequentar... seu conto está muito bom.
"Tudo estava ficando mais claramente complexo."
Muito boa a continuação. Sophia Willmore \o//

Victor Accioly disse...

Cara, gostei bastante, o conto esta muito bom..

Pontes disse...

Bonito texto. Gostei, apesar de não ser muito fã de contos que tenham um lado abstrato.

Tititiecia. disse...

Um conto melhor que o outro! Aguardo continuação..

Paraébs e sucesso no blog,
beijos, das girls tt
revistatudoteen.blogspot.com

Rafa disse...

Muito legal o conto kra, é meio sinistro, manrtém um misterio, gosto da condição narrativa!

http://cemiteriodaspalavrasperdidas.blogspot.com/2009/07/trilogia-dos-prologos.html

Rodrigo Celi disse...

adorei o post
vc escreve bem pakas
parabéns

SPZ disse...

Legal teu blog, bem dinamico..
-uma pergunta, onde fik os banners dos parceiros?
http://s-pz.blogspot.com/

Stivie Sena disse...

ansioso pela continuação

bruno r. disse...

hmm vescreveu mesmo???
se for parabéns!

http://eubrunorocha.blogspot.com/

bruno r. disse...

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Josivan disse...

O teu blog é massa, muito bom mesmo. Parabéns

OozZeias disse...

Cara se eu naum tivesse tão cansado eu leria tudo... mass vou guardar pra ler mais tarde ai eu falo o q achei...


http://blog.supersapo.net/

Millena Blogueira disse...

Excelente conto, dá muito bem pra você escrever um livro.

Naírla Silva disse...

Escreva um livro..
vc está de parabéns!

Bjs