..Bem vindo ao mundo invertido, surreal, abstrato e desconexo que surge a partir desta realidade imaterial.. cada vez mais invertido, surreal, dadaista,expressionista, abstrato, desconexo e subversivo, com muito orgulho disto..

24 novembro, 2010

Cronicas de LuneReal : Relatos de Guerra #001



E mais um dia, ou seria noite? Infelizmente não sei dizer, pensar, expressar o que acontece, o que transcorre no meio de tantas duvidas, eu sabia que ocorreriam muitas coisas incompreensíveis, mas me arrisquei como se fosse a primeira vez que iria respirar, esperava encontrar algo que viria a ser vital, algo que me salvasse, mas não encontrei nada, ou diria melhor, o nada me encontrou.
Agora estou preso neste inverso de algo, neste vazio, a luz que antes servia para iluminar, hoje apenas consegue me dar um lampejo do meu estado anterior a este, e logo após um simples piscar já me cega com seus raios transcendentais, por isso ainda evito olhar para a janela quando ela surge em meio a escuridão tão cotidiana que reina por estes lados do dito “nada”.



Aquilo que algum dia se chamou esperança já não a encontro dentro do peito, nem o “eu” que algum dia decidiu correr este risco supremo se encontra mais por aqui, ainda me pergunto para onde foi àquela pessoa que lutava por este que vos fala, provavelmente faleceu entre algum dos surtos de alucinações que vem como chuvas de verão nesta terra sem matéria.
Então apenas sobrei eu neste lugar no meio de lugar nenhum, este “eu” que não é nada mais que uma sombra em meio a escuridão, se é que eu ainda existo, já que a vontade que me mantinha acordado morreu em algum lugar nesta prisão, mas não faz diferença, ou faz?
Ainda que fizesse não mudaria meu estado, não mudaria o nada que já faz parte de mim, não infringiria mudanças em nada mais alem do nada.
Enquanto espero me perco em duvidas e brincadeiras com a entropia que me guia nesta cela e que levou tudo que eu tinha, esperanças, dor, aspirações, lembranças, tudo se foi após uma escolha que sequer me lembro de ter feito, maldito “eu” me trouxe até o mar do esquecimento, em meio a esta guerra sem fim.

Relatos escritos por Jonathan Bel’Aqua , prisioneiro do Exercito Libertário, encarcerado na prisão Ermeroth II em LuneReal 

16 comentários:

Kiko Lemos disse...

Gostei do pensamento está muito bem contado.

Ricardo Soares disse...

o Eu lirico, subjetivo, SIMBOLISMO

Achmounein disse...

Nuss...Amei o texto...Retratou bem tudo o que ele pensava enquanto estava encarcerado...Imaginei-me presa, sem saber qndo era dia, qndo era noite...Perdida no vácuo do mundo, esquecida por tudo...Sem ter nada, sendo o nada...
Mto bom o blog...
Depois vê lá o que eu te respondi...
;)
http://marajunia.blogspot.com

Calcanhar de Aquiles disse...

Parece que estive em vários momentos nessa narrativa.

Muito bacana o uso que você faz desse espaço.
Abração grande do amigo "Calcanhar" aqui.

Felipe da Cruz Amaral disse...

Uhn... legal o trecho cara.
Bem interessante e reflexivo.
Abraço. o/

Brad Pághanni disse...

Interessante esse texto, mas cada linha que se passava eu me sentia mais angustiado.

Júnior disse...

Pensamento GENIAL cara... layout do blog incrível, Muito boa a Postagem, e o Blog é muito legal, Parabéns, comentei :) e acompanhando aqui ... se puder retribuir :)


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Afim de Parcerias, troca de banner e link.Recrutando membros para a equipe do Musilítica, se estiver
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Me sigam, comentem e eu irei retribuir com a força de todos, conto com a força galera.

Victor Pagani disse...

Foi muito bem escrito. Ele conseguiu passar o que sentia :)

[]'s

Barbara Nonato disse...

Texto triste, porém real. A realidade dos prisioneiros, independente do tipo de prisão é essa: um vazio cercado e cerceado.

Matheus Salvino disse...

"por isso ainda evito olhar para a janela quando ela surge em meio a escuridão".
Engraçado, identifiquei em você uma escrita semelhante a de um amigo.
E não foi difícil gostar do que escreve, porque já me identifico.
É bem filosófico, não? Entrelinhas subjetivas e, um toque de metáforas. Tudo junto e o resultado uma profundidade bastante agradável.
Vale a pena seguir :)
http://sobreasvelhascoisas.blogspot.com/

Karla Hack disse...

A subjetividade do Eu Lírico...
Adorei o retrato em puro sentimento, um verdadeiro trajeto pelos sentimentos/pensamentos de uma alma procurando algo e sem retorno...
Gostei muito!

;D

Valéria Rodrigues disse...

entendo nada dessas literaturas HOHAUHUAUHS '
MAS DEVE SER LINDO NE *-*

Se foor falar sobre a guerra eu tenho mts argumentos, mas sinceramente eu nao entendo nada kuando retrata tudo desse jeitinho bem literario -.- HOAGAOGAUSGU . /ignore

mas seu blog ta shoow . / tenho nem oke dizer se eu nao entendi kk

Um Pouco Sobre Isso disse...

parabéns pela sua sensibilidade filosófica!
estou seguindo, espero sua retribuição!


http://umpoucosobreisso.blogspot.com/

medicine.practises disse...

òtimo! comovente e direto!
http://medicinepractises.blogspot.com/

Oi Sarinha disse...

incrivel o relato dele, a gente quase sente a angustia que ele sente tb.
Lindamente triste.

Boa escolha de post.
parabens pelo blog.
vou te seguir.

Tati disse...

Gostei muito desse blog, tem alma!
Tive que ler esse texto duas vezes, a primeira todas as vezes em que a palavra prisão era mencionada eu imaginava uma prisão interior mesmo, daquelas que só cabe a gente se libertar; Depois, novamente li sabendo que se tratava de alguém 'literalmente' preso. Não sei dizer qual maneira me senti mais sufocada...mas foi linda a forma como ele conseguiu 'descrever' isso, geralmente os sentimentos são muito mais fortes do que as palavras, então, sempre falta alguma coisa..mas nesse caso, até arrepiei.
Muito bom!
Passa no meu blog quando puder:
http://bonecozumbie.blogspot.com/
beijos!!!!