..Bem vindo ao mundo invertido, surreal, abstrato e desconexo que surge a partir desta realidade imaterial.. cada vez mais invertido, surreal, dadaista,expressionista, abstrato, desconexo e subversivo, com muito orgulho disto..

04 agosto, 2012

Diarios de um perdido #42



primeiramente retiro os olhos da luz, sei que a diferença não se faz vivida, concreta, presente e real enquanto todas os resquícios de lembranças não saem do horizonte do tangível e desejável.
é belo me perder dentro destes campos de pura emoção onde as cores se mesclam entre os sentimentos beijando de tom em tom todos os momentos em que tivemos e criamos lembranças, sentado e anestesiado entre o banal leito da existência  banhada de comodismo e a absoluta revolta contra a realidade.
já entramos dentro do campo de batalha uma vez, brandando as cores do delírio, nos fazendo parte do todo,  sendo apenas pontos hermeticamente criados dentro da equação de probabilidade, pequenos e insignificantes pontos que me trazem ao fim da batalha onde caído me encontrei mais profundamente doente e maculado pelo exercito da contra parte, o que aconteceu posteriormente foi algo inesperado, apesar de ser previsível quando assumimos que realmente nossas historias antigas regem os autores jovens.

são nestes momentos que friamente calculamos e acertamos questões que não importam para nós, finais excepcionais para a continuar em uma inercia existencial tão que nos propõe ser horrivelmente felizes e satisfeitos com todo o conjuntos de sonhos reais ali presentes no dado momento.
 quando me encontrava preso a mim mesmo, só a mim e minhas fontes era realmente uma luz dentro do inexistente, um processo de criação sem fim, um ponto de gravidade de pura densidade que tingido pelas cores do irreal se entregava a pura inexistência do irreal já delineado, os conceitos de verdadeira dor e prazer eram desconhecidos e primitivos, a vontade de consumir os requintes e regurgitar a intensidade do esforço e acaso ali impressas pelas forças contrarias a coesão racional do império do sol, da vida e morte que dominam o momento sensorial e o passado psicológico.
 me desprendi da imagem, do cognitivo, me diferencio na entrada da vida, quero ser e mergulhar em apenas uma verdade não maculada por absolutos, me saciar na pluralidade marcada pela morte dos horizontes, espaço e tempo.
saltando primeiramente para longe das luzes que sabendo a diferença não se vive, completa e morrer etereamente em idéias, expressando a essência que me compôs dentro da verdade onde as palavras exteriorizam apenas desejos animais, ser mais que um conjunto de somas e divisões, um numero "humano" de probabilidades desconexas e retiradas da essência pela ignorância, viver essa complexidade do infinito que o onírico nos permite enquanto forja os elos e barras da prisão com a banal vontade de sobreviver, o desejo de tudo que nos foi ensinado a amar, a animal tendencia a lutar que apenas nos mantem dentro dos reinos abissais longe e próximos da luz interna e externa, sendo realmente decadente enquanto construímos com nossas desesperanças tijolos impregnados e formados por morte e apatia.
o que me traz a felicidade é a macula, é o puro horror que surge ao aceitar que o único caminho que entoa cânticos belos, palavras menos febris, parece verdadeiro que o vulto grandioso que recobre a verdade, ou próximo a isto é formado pela morbígena conceituação de contentamento e suas variáveis. 

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